terça-feira, 20 de novembro de 2012

Yule: à luz de um novo ano

¬ O Solstício de Inverno para os wiccanos e também em outras culturas

Honrando o ciclo da Roda do Ano seguindo a egrégora das mesmas datas dos pagãos do Hemisfério Norte estamos chegando no tempo de Yule. Comemorado no Solstício de Inverno, este rito marca a chegada da luz para o novo ano e o fim do período de escuridão.

Desde a virada do novo ano em Samhain estamos vivenciando a fase "escura" de nossa Roda do Ano, que reina como se estivéssemos no próprio caldeirão da Deusa. Esse periodo é tido como um perido delicado de muitas mudanças, incertezas, fragilidades - e com a promessa do renascimento em
Yule.  É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos cíclicos ou de renascimento.

Os egípicios comemoravam este período e celebravam o renascimento de Hórus, que aparecia na terra sob a forma de sol, tão necessário para o crescimento das plantações e da prosperidade. Os babilônios absorveram alguns dos costumes festivos e passaram a celebrar o retorno do pleno sol no festival conhecido como Zagmuk, que literalmente significa 'o começo do ano'. Ele celebra o triunfo de Marduk, a deidade patrona da Babilônia , sobre as forças do caos, simbolizado nos últimos tempos por Tiamat. Os persas e os gregos tinham a sua Sacaea - o deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício -, mas somente com os romanos esta data se espalhou pela Europa e depois pelo mundo.

Na Roma Antiga esta data correspondia à celebração da Saturnália, que tinham início com grandes banquetes, ofertas, sacrifícios - e às vezes até orgias. Nesta celebração incluiu-se o uso das velas, as cantorias, os comes e bebes e a troca de presentes. Outras divindades ligadas ao Sol, em geral, eram celebradas nesta data também. Vale lembrar que os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal tem como origem os belos costumes pagãos, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, a queima dos troncos de Natal, que deram origem ao formato de bolo/rocambole servido na noite da ceia, etc.

E para quem acha que a data só permaneceu através do Natal, até hoje no calendário chinês, por exemplo, ela é comemorada: o Solstício de Inverno chama-se Dong Zhi, o "extremo inverno", e as origens do festival remontam ao Yin & Yang da filosofia de equilíbrio e harmonia do cosmos. Após esta celebração, haverá dias com luz natural por mais tempo, com um aumento na energia positiva que flui.
  
  Como o festival comemora o renascimento do sol, para os pagãos é o tempo de glorificar o Deus Jovem, a Criança da Promessa. É o momento em que a Deusa dá a luz a ele e o seu nascimento é a renovação das esperanças, porque o Deus é essencialmente luz, simboliza o Sol, e logo a sua chegada traz a luz afastando a escuridão do "inverno", que representa o ano que passou, tudo que ficou para trás. Celebre o retorno do Deus como a Criança Divina, filho da Grande Mãe e a nova luz no mundo, e comemore Yule presenteando seus entes queridos com flores e frutos da época, como presentes de "nascimento", e acendendo velas para encorajar o nascimento tranqüilo do Sol, saudando seu retorno e pedindo a ele que nos aqueça e nos mantenha saudáveis com seus raios.



Por Aysel Gülbarg [Chris Wolf],
 originalmente publicado em 14.12.10
 © Todos os direitos reservados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

¬ Obrigado por seu comentário!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...