terça-feira, 29 de maio de 2012

Fitoaromaterapia, uma paixão

Algo que me apaixona é falar de Fitoaromaterapia.  

- "Fitoaroma" o quê? (rss)
Bom, entendendo o verbete...


A utilização das ervas e essências para os mais diversos fins tem origem desde a Antiguidade: fosse para prever o futuro, fazer passar uma dor de cabeça insistente, temperar melhor um prato culinário ou ainda para nos fazer entrar em contato com o divino. O conhecimento a respeito das plantas, ervas e óleos essenciais assim se acumulou durante milênios através do legado de herboristas, curandeiros, alquimistas, botânicos, médicos e sacerdotes do passado... Podemos afirmar que o uso de ervas, plantas e aromas é a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.

Com a fitoterapia conhecemos o uso das ervas e plantas e suas partes no combate aos mais diversos males que afligem nosso corpo. Os nossos ancestrais, através de experiências e erros, descobriram as plantas mais efetivas no tratamento de suas doenças. Agora, com o avanço da ciência a permitir a identificação da composição química dessas plantas, podemos compreender melhor os seus poderes de cura e ampliar o uso das mesmas com segurança e eficácia.

A fitoterapia evoluiu e trouxe até nós a fitoenergética, que não só propõe tratamentos alternativos de eficiência comprovada, mas também estimula a busca do conhecimento da causa geradora do problema, ou seja, a expansão da consciência. Segundo Bruno J. Gimenes, "os seres humanos se tornam sensíveis a todos os tipos de influências negativas quando seus aspectos mentais e emocionais estão fragilizados, tornando-os extremamente vulneráveis. O uso adequado da fitoenergética consegue nos trazer equilíbrio em todos os aspectos (físico, emocional, mental e espiritual), sendo capaz de nos gerar paz e harmonia em níveis mais profundos."

Já com a aromaterapia - nome dado ao tratamento realizado através da aplicação de óleos essenciais naturais extraídos de flores, folhas, frutos, raízes, etc. - reconhecemos que a força vital das plantas traz inúmeros benefícios para os seres humanos. Os óleos essenciais naturais podem ser cicatrizantes, antivirais, antibacterianos, antifúngicos e anti-sépticos, dentre outras particularidades, e são a base de ínumeros medicamentos químicos vendidos hoje ao público.

A fitoaromaterapia trabalha o corpo de uma maneira natural e holística, tendo por objetivo auxiliar o ser humano no tratamento de determinados problemas de saúde ao nível físico, emocional, mental e espiritual. Tantos os óleos essenciais como as ervas utilizadas atuam no corpo gentilmente, restaurando nossas energias curativas e proporcionando o balanceamento entre corpo, mente e espírito. A fitoaromaterapia completa as outras terapias, tanto as convencionais ou alternativas, que buscam a cura do ser em sua totalidade, atuando de forma simples e direta no corpo humano.

Devido a sua grande diversidade de aplicação, podemos dividir o uso da fitoaromaterapia em duas grandes áreas:
  • Fisiológico, com o uso de massagens, reflexologia, banhos, compressas, inalação, sua ingestão e como técnica de beleza aliada ao uso de cosméticos e outros produtos.

  • Psicológico, conhecida como psicoaromaterapia, tem o objetivo de harmonizar e curar o ser humano em nível de sua alma, através dos efeitos emocionais e mentais que a fitoaromaterapia possui, relacionados sobre a consciência do ser humano.

Nossos antepassados sabiam (con)viver melhor em contato com a natureza e com tudo o que ela fornecia para seu sustento, saúde, beleza e harmonia interior. Meu interesse e curiosidadesão tão grandes que, nas horas vagas, passei a me dedicar a um projeto pessoal para trabalhar com este tipo de cura e aperfeiçoamento pessoal e holístico. O projeto está engatinhando, mesmo, mas a meta é que ele complete a maioridade e seja "para o mundo" em breve. E enquanto isso matura, vamos também por aqui falar mais e mais sobre ervas e aromas.


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Ciclos Sagrados Femininos

- Em julho do ano passado escrevi para um site da qual era moderadora sobre a retomada da sacralidade da menstruação. Trazendo o texto para cá, inauguro mais uma aba de temas no bloguito: vamos falar sobre a 'Lua Vermelha' e os Ciclos Sagrados do Feminino!

 
No mundo de hoje muito se comenta sobre os papéis desenvolvidos por todos na sociedade, no trabalho, em casa, em nossas vidas como um todo. Muita coisa mudou e muitos assuntos voltaram a ser tema de debate e discussão. Atualmente, muito se fala do papel da mulher e do retorno ao "Sagrado Feminino". Estes temas são de grande importância para a comunidade pagã, principalmente àquelas mulheres que hoje percebem que estar em harmonia com seus ciclos traz um grande aumento de poder pessoal e um melhor entendimento sobre si mesmas.

Nos últimos anos, temos visto o crescimento de campanhas de marketing na internet e através de depoimentos sobre como "viver sem menstruar" é uma "verdadeira conquista da mulher moderna". Apregoam estas mesmas campanhas que é um direito soberano das mulheres pararem de sofrer com a TPM, não ter cólicas, não inchar, nem ter seios doloridos, ter uma pele sem acne... Em resumo, não há motivo nenhum pelo qual qualquer mulher moderna continuaria a "sofrer" com todos estes entreveros da menstruação. Para os que defendem a técnica, ela é tão simples que pode ser interrompida a qualquer momento, sem ônus algum para a usuária do tratamento. Seguindo raciocínio semelhante, porém ainda mais radical, existem hoje tratamentos onde adolescentes tomam hormônios masculinos para retardar a menarca, visando ficarem mais altas - tratamento também este, com o aval de médicos especializados no assunto. Vendo essa moderna forma de lidar com algo tão natural, a pergunta que surge é: para onde se escoou a sacralidade da menstruação?

Opiniões de quem entende do assunto
 

O tema "Sagrado Feminino" é um tema complexo e recorrente no universo feminino e pagão, como aponta Shakti Shala (foto à direita), professora de dança oriental há 14 anos e que desde 1994 se dedica a estudar e aplicar esta sacralidade na arte da dança. "Ao longo da vida, nossas mágoas se acumulam não apenas na alma mas também no corpo, criando couraças, tumores. Por séculos, o Feminino carregou em seus quadris o peso de repressões e culpas, mutilando, encolhendo e esquecendo sua verdade, mas o reencontro com seu sagrado e sua força mais essencial é um chamado que se aproxima crescentemente hoje e se constitui numa chave definitivamente transformadora."

Bom é saber que inúmeros círculos femininos estão sendo formados hoje para que as mulheres possam compartilhar as suas experiências e vivências, honrando assim a natureza sagrada que nelas se encontram. Bom é conhecer movimentos como a "Campanha da Segunda-Feira Vermelha" que em todos os anos - e no Brasil, desde 2008 - conclama as mulheres a exaltarem seu Eu Feminino através da menstruação. 

Por se tratar de um momento realmente sagrado, muitas religiões ao redor do mundo celebram a menarca de uma mulher e tratam sua menstruação como algo normal até que ela cesse naturalmente. Índios, xamãs, pagãos e muitos outros possuem rituais de celebração dos estágios menstruais femininos - menarca, ciclos normais e a menopausa - como parte de sua liturgia, pois percebem que isso é algo que existe e deve ser respeitado. Segundo nos conta Tatiana Menkaiká, nas tradições nativas norte-americanas, por exemplo, há as "Tendas Negras" ou "Tendas da Lua" para que as mulheres da tribo possam se recolher em seu período menstrual. Tatiana - que é terapeuta xamânica, taróloga, e pesquisadora dos sistemas de medicinas tradicionais e ancestrais - nos conta que as tendas são usadas no momento do recolhimento sagrado de contemplação, onde se honram os dons recebidos, compartilham visões, sonhos, sentimentos, conectam-se com as ancestrais e sábias da tribo. Também são recebidas nas tendas as meninas em seu primeiro ciclo menstrual para que conheçam o significado de ser mulher. 

Para a Wicca que tem na figura da Grande Deusa um de seus pilares, esse reencontro com os ciclos é algo bastante abrangente. Sianna Aset (em pé, na foto ao lado) sacerdotisa do Coven Amantes de Ísis, nos conta que em seu grupo dá-se "grande importância para os Mistérios Femininos e Masculinos, honrando nossos ciclos internos em sintonia com os ciclos da Terra, que se expressam através das Estações do Ano". Existe no coven um trabalho voltado para esta sacralidade, onde os "membros são preparados através de treinamentos direcionados para essa prática tão importante e sagrada, afinal nossas ancestrais honravam seu sangue e os homens eram preparados e iniciados nos mistérios da vida adulta."

 O sangue menstrual como instrumento mágico

Desde o início, o sangue menstrual era mais do que apenas um indicador do ciclo de fertilidade de uma mulher. Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas e os mistérios do sangue sempre estiveram associados aos poderes de magia feminina: antes dos avanços científicos e o entendimento biológico da menstruação, o ciclo mensal era visto como algo mágico porque representava a capacidade que a mulher tinha de sangrar sem com isso adoecer. Como os povos primitivos viam o sangue como algo diretamente ligado a vida e a morte, o fato das mulheres sangrarem mensalmente sem terem sua saúde prejudicada era motivo de espanto e admiração, reafirmando assim a sacralidade da mulher, a qual todos honravam.

Através da longa história da magia, o sangue menstrual já foi usado de diversas maneiras. Nas religiões matrifocais, era um portal tanto para a regeneração física como para a transformação espiritual. Servia também para cura, uma vez que o fluxo de sangue menstrual tende a absorver energias diversas. Mulheres em seu periodo menstrual podiam absorver a energia dos outros e aterrá-la através de seu próprio sangramento físico. Uma vez que o sangue fosse lançado à terra, a energia seria neutralizada e a cura de fato, poderia ter início. Outros relatos afirmam que o sangue menstrual era também utilizado para fertilizar as sementes para o plantio, passando a essência da vida a elas. Campos eram por vezes, borrifados com uma mistura de água e sangue menstrual para estimular o crescimento das plantas. 

Hoje, algumas linhas filosoficas e escolas mágicas defendem o uso do sangue menstrual para sacralizar e abençoar instrumentos mágicos, aumentando-lhes o poder e dando uma assinatura pessoal aos feitiços. Os ciclos são exaltados novamente em algumas tradições, onde existem grupos internos de estudos e onde são feitas reconsagrações do ventre, ritual este que visa auxiliar a mulher pagã de hoje a se reconectar com seu Eu Feminino mágico, pois o poder do ventre é o poder criador da Deusa que vive em cada mulher. Sendo reconhecido, honrado e sacralizado, esse poder "gera" mulheres plenas, livres e que se relacionam com os outros por inteiro,  o que traz grande aumento do poder pessoal.

A sacralidade do ciclo mentrual, hoje


Hoje podemos voltar a viver a sacralidade do ciclo menstrual com mais consciência e menos complexos. Para isso, é necessário criar um espaço e um tempo dedicado em que a mulher esteja focada em si mesma, aquietando o coração e a alma. Mesmo sem poder repetir o exemplo das suas ancestrais que se refugiavam nas tendas para um periodo especial de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade durante a "sua lua vermelha". Ela pode e deve diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente. Ela deve encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação neste momento sagrado. Essas precauções são extremamente úteis e acabam auxiliando também no aspecto físico: diz-se que estar verdadeiramente harmonizada com as "bençãos da mãe-lua" nos permite passar por este período sem sentir tantas dores, cólicas e demais incômodos que possam vir com o período.

Shakty Shala nos lembra: "Quantas mulheres atualmente deixaram de observar os ciclos do próprio corpo? Quantas deixaram de conectar-se com as forças da natureza, deixaram de lado a riqueza desse período de introspecção, recolhimento e contemplação de si mesmas? É o momento de se perguntar "quem sou", observar-se por completo, saber se está se respeitando ou não de alguma forma." Este é momento de conhecer a si mesma como um todo e permitir-se aprender a amar, compreender e assim curar a si e as outras mulheres que a cercam.

Saiba mais sobre:
Shakti Shala - http://www.dancadosagradofeminino.com.br
Tatiana Menkaiká - http://www.terramistica.com.br
Coven Amantes de Ísis - http://covenamantesdeisis.webnode.com.br
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Trabalhando com a "Imperatriz"

Em comemoração ao Dia Mundial do Tarô, a querida Nath Hera deu uma idéia ao pessoal do "face-grupo" Divinare Club: os participantes deveriam criar sua visão pessoal de uma lâmina do tarô para postagem no dia de hoje. A mim coube o arcano III, a carta da 'Imperatriz', e aí ao lado vocês vêem como ficou a minha interpretação. Ao receber a carta com que trabalharia, confesso que fiquei extremamente feliz e empolgada! 'A Imperatriz' faz parte da minha tríade pessoal de cartas preferidas do tarô - as outras são 'A Estrela' e 'O Mundo'. É uma carta que se relaciona à natureza, às artes, à graça, à beleza... Coisas bem librianas como eu, rs.

Em seus sentidos positivos de abundância e do poder do feminino, ela me trouxe conexões com aquilo que cria, nutre, embeleza e acalenta a vida. Foi pensando em tudo o que "ME" nutria que percebi as muitas conexões pessoais que tive com 'A Imperatriz' ao longo do trabalho. Quando comecei a imaginar o design da lâmina, me vieram intuições sobre flores e sobre deidades, de cores, aromas e ambiente... Todas as vezes que parava para fazer um pouquinho da lâmina usava incensos ou óleos essenciais para perfumar o ambiente, com toques florais e verdes: muito rosa, vetiver e ylang-ylang. Daí, ia trazendo elementos que me são próximos para falar dos atributos desta "senhora"...


O toque art nouveau veio como uma lembrança à realeza como mecenas, que traz o belo aos olhos dos seus, a arte que toca o coração. As rosas, em abundância, fazem a conexão com a natureza criadora e embelezadora do arcano, e também fazem alusão à Vênus, deusa romana. Sua versão grega, Afrodite, me é muito próxima; tenho um altar dedicado a ela em minha casa, como podem ver na foto ao lado. De Vênus, ainda, sabemos que é uma deidade que representa o ímpeto da criação. Ela representa a fertilidade primordial da terra, assim como 'A Imperatriz', que cria e nutre seu povo. Esta ligação com a fertilidade também aparece através da gestação que ela apresenta, do símbolo astrológico do planeta Vênus e da runa Berkana, estes últimos colocados como marcas d'água no desenho. A saber, Berkana é uma runa de nascimento, de fertilidade, sempre indicando uma energia de nutrição, equilíbrio.

'A Imperatriz' carrega chaves em sua mão, pois é dona do poder de decisão para abrir ou fechar portas, para dar ou não oportunidades, para ser ou não benevolente. Ela usa adornos dourados, em referência a riqueza advinda de seu reinado. Entretanto, esta representação da 'Imperatriz' não está em vestes reais suntuosas, e isso foi feito propositalmente para trazer a imagem do arcano para algo mais próximo de nós. Pelo contrário, a leveza com que ela se apresenta nos remete à leveza de viver a vida com entrega, na segurança de que tudo fica bem no fim - basta ter confiança na sabedoria da natureza, basta se sentir grato e feliz por viver, e assim viver bem.

Por fim, muitas outras impressões e intuições surgiram, e foi muito rico participar de um projeto como este. Tentei reduzir ao máximo todas essas impressões para os simbolismos mais fortes e recorrentes, e aí está a carta.

- Foi uma delícia fazer algo assim...
Espero que tenham gostado do resultado!

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dia Mundial do Tarô

O Tarô veio até  mim como um instrumento de auto-conhecimento; em 2008 tentei iniciar este estudo com mais afinco, mas o momento era o de me dedicar mais a conhecer o que hoje é meu oráculo pessoal, o Petit Lenormand, por vezes conhecido (!) como "baralho cigano". Então, estudo-mas-não-jogo-ainda, rss...

Foi daí que chegou o Dia Mundial do Tarô: hoje, 25 de Maio! Em comemoração a este dia especial, me prometi dar um pontapé inicial: vou começar a compartilhar com vocês os meus textos de estudos dos arcanos maiores do Tarô e das cartas do Petit Lenormand, uma a uma, aqui no cantinho.


Uma breve e simplória introdução: o Tarô é um instrumento oracular e de auto-conhecimento composto por 78 cartas, onde 22 são conhecidos como os Arcanos Maiores, cada qual com seu significado. As demais cartas são distribuídas numa estrutura de baralho composto de 04 naipes, conhecidos como os Arcanos Menores: Ouros, Paus, Copas e Espadas. Cada um destes naipes possui as cartas de 01 a 10 mais as cartas "da Corte": Reis, Rainhas, Cavaleiros e Valetes.

Hoje existem inúmeros livros que falam do Tarô e de suas origens. Já li em alguns lugares que o tarô se originou no Egito, em outros li que ele vem do Oriente, mas a origem que mais li, até onde me recordo, diz que o Tarô na forma mais próxima do que conhecemos hoje é italiano "de nascimento", originado de um jogo de cartas usado como distração para ricos e nobres e que depois se tornou bem popular. Era um baralho normal que foi acrescido de cartas-coringas, cada um com um significado especial. Já li também que ainda hoje o Tarô é usado como jogo em alguns países, mostrando que sua faceta oracular veio mesmo depois.


- Além dos livros, existem cursos disponíveis para aqueles que desejam conhecer a fundo este oráculo, seja para uso pessoal ou profissional. Cursos, sites, fóruns... É só pesquisar!

"Pronto, legal, eu quero! Vou fazer um curso, qual tarô que eu compro?" Não é tão difícil assim, se pensarmos bem. Me deram a dica que repasso aqui: para os estudantes, como eu, é sempre bom ter um deck de "tarô clássico".  Se encaixam nessa definição os tarôs que trazem a iconografia baseada nos primeiros modelos do tarô. Após estudar a simbologia e entender o significado intrínseco de cada arcano/carta é possível adquirir outro(s) deck(s) para uso. E existe uma grande variedade de decks, com os mais diversos temas possíveis!.. "Deck" vem a ser o conjunto de lâminas de tarô desenhadas sob um mesmo padrão, um mesmo design.

Qual adquirir, afinal? "Conexão" é realmente a palavra chave: pesquise, procure, saiba a origem do tema, do que as imagens falam - até porque, no meu ponto de vista, os  instrumentos oraculares como o Tarô e o Petit Lenormand se valem bastante das imagens, sua iconografia auxilia muito os insights "saltarem" durante uma leitura.

Fato é que o Tarô se tornou mais do que um simples instrumento para "ler a sorte"... Diz-se que "as cartas não mentem" e isso vale também para nós mesmos: o Tarô hoje vem a ser também uma ampla estrada para uma viagem de autodescoberta, uma ferramenta objetiva para autoanálise. E para um oráculo tão rico e especial, nada mais justo que ele venha a ter um dia mundial dedicado a ele!

Feliz DIA MUNDIAL DO TARÔ!  
Parabéns a todos os tarólogos que se dedicam a este incrível oráculo!

- E para os "prézinhos" como eu,
então, vamos estudar? ; )

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Maşallah! *

Certas vezes recebemos dádivas do Universo... Por definição, uma dádiva é algo que se recebe de graça. Uma dádiva pode vir de um alento, um sorriso, um presente, um agrado... E ela é sempre sincera; se não o for, não é dádiva. Será que você merece? Será que deve dar algo em troca? Não se grile: lembre-se que dádiva não é 'dívida' e nem 'dúvida', rs... Esses últimos são seus dois extremos: tem gente que recebe dádiva achando que agora "deve algo" e tem quem receba se perguntando "porque ganhou, o que se esconde através do gesto"... Uma dádiva não é um ponto de interrogação, muito menos moeda de troca.

Se você ganhou uma dádiva é porque ela é, agora, feita para você. Um amor, um amigo, uma mão estendida, um choro, uma alegria... Se será para sempre? Bom... Nada o é. Até as coisas que parecem "perdurar" não são, necessariamente, as 'mesmas' coisas se olharmos bem: elas mudam, evoluem, transformam-se e se melhoram ao se modificarem... Nem a gente mesmo é "o mesmo" para sempre, pois nada é permanente, a não ser a própria impermanência das coisas.   

Sabendo disso, pensamos: então será breve? Bom... Depende de você! Pessoas, dádivas são presentes do céus: usar bem é o segredo!  Apenas receba e cuide: li certa vez que é preciso saber que muito do que ganhamos funciona como um "empréstimo", a partir de então, somos seus guardiões. Daí nos engrandecemos com a dádiva, somos mais felizes, mais fortes... Nos sentimos melhor com elas e devemos viver isso de uma forma justa e verdadeira, para honrar a dádiva dia após dia, com equilíbrio e justiça, e assim sendo não teremos que devolver grande parte do que nos está sendo dado agora.

Se você recebeu uma dádiva, aceite-a. Não duvide e não "se endivide"... Abra-se e receba as dádivas que a vida lhe traz, como o sol que nasce todos os dias: ele sempre nasce e é sempre diferente. Da mesma forma são as amizades que você (re)conheceu, os amores que (re)encontrou, a família (de sangue ou não) que ganhou, os risos e choros que já viveu... Seja o que é, viva bem, até quando for, até quando tiver de ser! Não desanime e acredite: o sol brilha mesmo para todos.


* Expressão em turco que expressa agradecimento, alegria ou louvor para um evento ou pessoa que acabou de ser mencionado. Segundo a maioria dos dicionários, a tradução é "Deus assim quis que fosse".

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