quarta-feira, 13 de julho de 2011

Do verdadeiro desafio



Ando pensando muito nisso ultimamente... O sacerdócio. E não só nele num sentido de "sou sacerdote de um grupo", mas no sacerdote de uma vida dedicada aos deuses antigos. Uma dedicação que vem no dia-a-dia e o dedicar-se a vivenciar o aprendizado e a doar conhecimento; o dar para receber e o ciclo sem fim que isso gera.

Como escreveu uma grande amiga próxima-porém-virtual, Pietra, sintetizando bem estas questõs sobre (re)iniciações que passamos por toda a nossa vida e, como pessoas que trabalham com a magia, em todos os momentos. "Conhecimento, você bem sabe, é como um dente-de-leão: chegada a hora certa, as sementes ganham o mundo." E é um verdadeiro espetáculo de se ver.

A palavra sacerdote/sacerdotisa deriva da junção sas palavras latinas 'sacerdos', que siginifica sagrado e 'otis', que significa representante. Portanto, o sacerdote é um representante do sagrado. E daí me perguntei... Como será quando eu for sacerdotisa? Por que isso, é óbvio, vale para o caminho num todo, desde o início até os REinícios... Porque fim só há se você desiste.

- A vida que levamos será sempre de altos e baixos... De persistência versus perseverança. De testes, erros e acertos: os acertos revigoram a vida e os erros se transformam em experiência.

Agora pensem: o que estamos doando aos deuses que olham por nós? Servimos a eles com compromisso e lealdade? Eles são lembrados, estão presentes em nossas vidas, com honras e devoção, ou apenas quando são necessários? Quando alguém precisa de nossa ajuda em seu caminho, independente se este caminho será em mesmos passos que os nossos ou não, nós auxiliamos de coração aberto? Entendemos que os Deuses precisam de auxílio na Terra, e nós fomos os escolhidos?

De minha experiência pessoal, apesar de todos os pesares, HOJE sei que caminhar contra isso é como macerar meu próprio coração. Eu já não luto mais... Se Ela, em sua sabedoria e condescendência, me escolheu para isso mesmo eu sendo assim, erros e acertos, eu ACEITO. Se Ele, em seu amor e sua força, crê que eu consigo aguentar passar por estes ciclos sendo assim, completude e imperfeição, eu ACEITO. E o que eu puder fazer para que isso seja 'mais' do que 'menos' em meu caminho, eu irei fazer.

E você?

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Do Caminho...

Acreditar, ter fé, é um exercício diário. Não falo de religião e dogmas, e sim no simples ato de crer no que é intangível, porém sentido e multiplicado, em honras, todos os dias.

Tirando as particularidades, cito três aspectos que se sobressaem para mim:
- Conforto, Unidade e Companhia.

Do conforto: sou muito feliz por ser wiccana. Umas das primeiras mudanças que senti foi esta sensação de "encaixe", o conforto de se saber "encontrada". Sabe aquele momento do pagão onde ele já passou em outras religiões e não se achou, e depois ele lê, estuda, aprende tudo o que pode sozinho e depois fica perdido no "para onde vou agora?"... Tenho certeza de que alguns que vão ler isso vão se identificar... Quando me "achei" wiccana foi assim. Um encaixe. Uma coisa de "não sou +sozinha, não sou doida por pensar isso", rss... E isso por si só já ajuda no prosseguir da vida, pois dá a segurança interna mínima necessária para o caminhar.

Da unidade: outra coisa que até hoje ainda está aí em pleno vapor é o próprio caminho mágico. Não sei se você tem algum diário, ou BOS, de quando você iniciou seu caminho, tem? Já tentou ler o que está lá escrito, logo nos primórdios? [rss]... O caminho mágico que escolhemos, quando wiccanianos, é de grande responsabilidade. Não há mais um deus/deusa, uma causa externa/onipresente, para cada ato falho ou ato de beleza em nossas vidas... Somos totalmente responsáveis pelo que nos fazemos ser, erros e acertos, luz e sombra, e essa dicotomia vem para somar e tranquilizar o nosso eu, em totalidade, se soubermos lidar com ele... Que sempre muda, no princípio de impermanência das coisas... É realmente um aprendizado para sempre, o ser uno consigo mesmo!

Da companhia: sim, é uma experiência rica! A benesse de saber quem somos, agora confortáveis no caminho, mesmo sabendo que tudo muda a todo tempo - inclusive nós mesmos... Mas nem sempre é belo esse caminhar, às vezes ele é feio, escuro, cheio de buracos e vielas internas, tropeços e obstáculos externos.... Para isso, então, vem a companhia. Para quando o caminho ficar pesado, fazer parte de um coven, ou ter amigos/irmãos na Arte, é maravilhoso! Já tive uma família-coven, mas hoje optei por ser só em meus ritos, porém não me imagino bruxa "solitária"! [rss]... Sou aquele tipo de bruxa que visita a outra em outra cidade só para tomar um chazinho de hibisco, eheheheh... 

"A Arte não é para os fracos, nem para os vaidosos", disse uma vez Lois Bourne em seu livro 'Autobiografia de uma feiticeira', e continua: "(...) Portanto, saiba de uma coisa: o poder se origina dentro de você, na mente e no espírito, e se pode unir a símbolos externos. Ele aumenta por meio da prática à medida que você vai adquirindo conhecimento e habilidade."
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